Dia-a-dia

Os jacarandás que colam os sapatos… E que têm de ser mais do que isso!

As nossas cidades vivem a sua primavera inundadas pelo roxo suave dos jacarandás. Para quem não sabe, o jacarandá, também chamado de jacarandá-mimoso, é uma árvore originária da América do Sul e que se encontra ameaçada no seu habitat natural. E uma curiosidade sobre ela? É das poucas árvores que tem o mesmo nome comum em quase todos os idiomas do mundo! Giro, não?! Se forem apaixonados por esta árvore, em Lisboa existem locais em que ela é bastante predominante como no Parque Eduardo VII (aproveitem e espreitem esta árvore ao mesmo tempo que visitam a 89ª Feira do Livro de Lisboa), no Largo do Carmo, no Príncipe Real (não deixem de visitar o Jardim de São Pedro de Alcântara e de relaxar no Lost In) e nas Avenidas 5 de Outubro e D. Carlos I (leiam mais sobre o jacarandá-mimoso aqui neste link).

Mas porque estou eu aqui a escrever sobre jacarandás?! Bem… Hoje partilhei esta foto no Instagram.. Pode ser uma qualquer outra foto do hashtag #fromwhereistand mas a mensagem que associei a ela pretende ser mais do que isso. Rara é a pessoa que não oiço queixar-se de que os jacarandás sujam os nossos passeios. Que deixam tudo peganhento, que não se pode andar em Lisboa nas zonas onde existem mais árvores destas… E não posso deixar de refletir sobre algo tão simples quanto isto: será que temos de olhar sempre tudo da forma negativa? Será que não podemos olhar o mundo à nossa volta com uma tónica mais positiva?

Cada vez mais defendo que existe a necessidade de apostarmos numa forma de estar positiva, numa comunicação positiva para que a nossa vida aconteça de forma mais calma e nos possamos sentir melhor connosco próprios. Numa semana em que a Organização Mundial de Saúde reconheceu que o burnout se pode constituir como uma condição crónica no indivíduo, importa mesmo apostar nesta forma de estar. Se puderem, leiam esta notícia do The Independent publicada sobre o burnout ou o livro “Burnout”, do Dr. João Bravo. A Cláudia Ganhão fala, várias vezes no seu blog, sobre a importância e a necessidade de abrandarmos o nosso ritmo para que possamos viver uma vida mais preenchida do que realmente interessa. Eu própria já escrevia várias vezes sobre esta necessidade quando vos falei do livro “Educar com mindfulness”, quando vos disse que é fundamental não afugentarmos a criatividade dos nossos dias ou quando vos disse que ser mãe muda mesmo a nossa perspectiva.

Acreditem que pode e devemos ver o copo mais meio cheio do que meio vazio… Quando temos a carregar a nossa alma e a de quem nos rodeia com energias negativas, as consequências acabarão por aparecer… Somos nós que acabamos por adoecer mais vezes. São as pessoas que moram connosco que nos sentem cada vez mais irritáveis e triste. São os nossos filhos que se ressentem do nosso stress e começam a ser mais agressivos na escola… Se quando uma borboleta bate as asas do outro lado do mundo, algo acontece e muda… Imaginem o efeito que o nosso stress e do nosso pensamento negativo pode ter sobre a nossa saúde e sobre quem nos rodeia. Pensem nisto. Mudem enquanto é tempo! Se sentem que não conseguem sozinhos, procurem a ajuda de profissionais se acharem que esse é o caminho.

 

Mas pensem positivo… Sempre! 🙂

 

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