Maternidade

Dia da família: diferentes realidades, o mesmo sentimento!

Ontem celebrou-se o Dia Internacional da Família. Costuma dizer-se, sobre determinadas datas, que elas são para serem comemoradas todos os dias. Ou então, quando o homem quiser. E este é mais um desses dias… Assinala o que de mais precioso temos nas nossas vidas: o núcleo familiar que construímos e em que acolhemos os nossos filhos. O núcleo onde crescemos e em que concretizamos muitos sonhos. É uma data que se comemora desde 1993, quando foi aclamado em assembleia geral nas Nações Unidas. É o dia que nos desperta e que nos faz reflectir sobre os aspectos importantes da família na sociedade. Ou pelo menos deveria…

Gosto de olhar o núcleo familiar como o nosso porto de abrigo. Aquele a que voltamos sempre e onde retemperamos forças para o que se segue. É nele que devemos ser aceites como somos e onde devemos crescer acreditando de que somos capazes e com autonomia. A família deve ser sempre o local onde encontramos compreensão, onde nos ouvem e onde nos fazem ir mais longe. Mas, bem sabemos, que nem sempre essa é a realidade de todas as pessoas. E de todas as crianças…

Para quem tenha estado mais atento ao Instagram das Leituras descomplicadas, partilhei há algum tempo o livro “Agora eu era uma família feliz”, de Barbara Villadelprat (do Instagram Barbaridades da Maternidade). Neste livro, ficamos a conhecer a história da Bianca e a forma como ela descobre a realidade de outras famílias à sua volta. De uma forma mágica, acompanhamos a Bianca na sua descoberta das famílias à sua volta, que nem sempre é a mesma que a sua. Neste livro, a autora mostra-nos que todas as formas de família são importantes e possíveis. Basta que nunca deixemos de parte o amor, a compreensão, a empatia e o respeito. Este é, sem dúvida, um livro especial para lermos às nossas crianças para que lhes mostremos que os amiguinhos na escola podem ter duas mães, dois pais, uma mãe ou um pai sem que isso os torne diferentes do resto dos colegas. Afinal, todos eles recebem amor de quem os cuida, não é verdade?

Quando olho para a minha família, ela segue aquilo que sempre nos disseram como ser o núcleo familiar mais tradicional: um pai, uma mãe e um filho. Mas não é por isso que não lhe vou explicar e mostrar que existem outras formas de ser família. A mensagem que passamos aos nossos filhos deve ser o mais despreconceituosa possível. É esse tipo de abordagem que faz com que cresçam enquanto adultos sem preconceitos, com mais empatia por quem os rodeia e com maior capacidade de aceitação de realidades diferente da sua. Este é o nosso importante papel enquanto pais e que devemos lembrar em todos os nossos dias. Sejam Dias da Família, do Pai, da Mãe, dos Filhos, dos Avós… Do que for! O núcleo familiar é o que suporta e nos dá a segurança para crescer e sermos adultos de bem com a vinda. Se esse núcleo não segue a visão mais tradicional? Who cares? O que importa é haver amor e tolerância 🙂

 

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