Maternidade

Caixa da calma: Pequenos truques, mais calma e serenidade!

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Imagem de www.kidspot.com.au

Quem desse lado nunca teve um daqueles momentos com os mais pequenos em que parecia que o mundo vinha abaixo? E tudo porque o vosso filho não se conseguia acalmar e tudo parecia um turbilhão? Todos sabemos como estes momentos podem ser difíceis, em particular quando acontecem ao final do dia… Estamos cansados. Só queremos que as rotinas do final do dia e da hora do jantar aconteçam rapidamente. E nem sempre os nossos filhos colaboraram connosco nisso… E tudo isso se torna ainda mais difícil quando falamos de crianças mais pequenas, que não têm a capacidade de gerir as suas emoções e de autoregular bem desenvolvida. É nestes momentos que uma caixa da calma pode ajudar… Vamos descobrir o que é?

 

Caixa da calma: Vamos trocar as voltas ao cérebro?

Esta semana, numa publicação da Vera Oliveira no seu Instagram, vi a sua partilha sobre a caixa da calma. Num post destinado a pais, educadores de infância e professores, Vera fala-nos de como podemos reagir com as crianças naqueles momentos mais difíceis, quando as malvadas das birras parecem estar a aparecer. O nosso cérebro, segundo a teoria do cérebro trino de MacLean, é constituído por três partes: cérebro reptiliano, cérebro paleomamífero ou sistema límbico e cérebro neomamífero ou neocortéx. São estas três partes que determinam os nossos comportamentos, atitudes e a forma como usamos os conhecimentos que adquirimos. Se tiverem mais curiosidade, podem ler sobre a forma como o cérebro está estruturado em adultos e crianças no recente livro de Alvaro Bilbao, “Todos para a cama” editado pela Editorial Planeta.

Ora… Quando estamos perante uma situação em que parece que a nossa criança nos quer tirar do sério, reagimos muitas vezes por instinto e a culpa é do cérebro reptiliano. Esta é a parte do cérebro mais instintiva e onde moram as nossas atitudes inconscientes. E esta parte do cérebro, nos mais pequenos, é mais desenvolvida motivo pelo qual as crianças acabam por ter comportamentos que nos parecem estranhos e inapropriados, a nós adultos que já funcionamos mais com o nosso neocórtex. Mas a nossa parte instintiva, faz-nos fazer birras tal como os nossos filhos e assim entramos numa escalada desnecessária. É aqui que a caixa da calma pode ajudar.

Conhecemos os nossos filhos melhor do que ninguém e, por sermos adultos, temos mais capacidade para gerir as nossas emoções. É, por isso, nossa função enquanto pais, acalmar os nossos filhos e permitir-lhes regressarem à calma. Apenas assim poderemos compreender o que se passou com eles e ajudá-los a compreender melhor as situações e dilemas que possam estar a atravessar. A caixa da calma permite colocar à disposição da criança objectos que ela gosta e que a ajuda a acalmar-se com a situação que está a viver. E, acima de tudo, a partilhar isso connosco! Esta caixa da calma permite ajudar a criança a respirar fundo e a regressar a um estado em seja possível conversar com ela. Para que funcione, esta caixa deve existir num espaço calmo, a que Maria Montessori chamou de “canto da paz”, em que a criança se deve sentir segura e encontrar actividades que lhe permitam regressar à calma.

 

Caixa da calma: Como é cá em casa?

Como devem imaginar, com um filho de quase três anos, nem sempre as emoções são compreendidas. O meu filhote ainda tem dificuldade em gerir a frustração e controlar algumas emoções. Tendo ficado curiosa com a caixa da calma partilhada pela Vera Oliveira no seu Instagram, enviei uma mensagem à Vera para perceber como podia construir uma caixa da calma para o meu filhote. A resposta foi quase imediata e a Vera explicou-me que, para a idade do meu filho, é perfeitamente normal que ele não consiga gerir as suas emoções. O seu cérebro é, ainda, muito imaturo e isso faz com que ele ainda não saiba controlar os seus impulsos da melhor forma e em todas as situações. A Vera disse-me também que esta é a idade certa para começar a trabalhar com ele a gestão das emoções por isso nada está perdido! Calma, coração de mãe, ainda vais a tempo…

Foi-me sugerido que identificasse aquilo que mais acalma o meu filho, a nível de comportamentos e de objectos, e que os possa utilizar na construção da nossa caixa da calma. Importa conhecer o que se pode utilizar nestes momentos para trabalhar as emoções e perceber o que está a correr a alta velocidade na cabeça do meu filhote. Durante estes dias, tenho estado a observar e a perceber o que posso e o que não posso incluir na caixa. Estou também a ver como posso ter este espaço de calma em casa e utilizá-lo quando a tempestade parecer chegar. No fundo, perceber de que forma posso proporcionar o ambiente seguro que o meu filho precisa para que a sua maturidade emocional vá crescendo a cada dia que passa! Em breve, partilho convosco a nossa caixa da calma.

 

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