Os livros da mãe

“Educar na curiosidade”: Estimular a criança sem excessos!

Se estão lembrados, quando partilhei convosco quais seriam as minhas leituras de Fevereiro, falei-vos da escolha do livro “Educar na Curiosidade”. Este livro foi a escolha para o desafio Livro a livro, na categoria “um livro escrito nos últimos anos”. Este livro, escrito por Catherine L’Ecuyer, foi editado pela Editorial Planeta em Fevereiro de 2017. Sendo o tema da parentalidade algo que me interessa bastante, vou tentar, durante este ano, ler os vários livros que andam lá por casa sobre este tema. Descobri este “Educar na Curiosidade” quase na mesma altura que descobri o “Educar com o coração” de Cristina Tébar, e achei-o bastante interessante por ter o subtítulo “como educar num mundo frenético e hiperexigente”. Vamos então conhecer um pouco mais sobre este livro e a mina opinião?

 

“Educar na curiosidade”: A necessidade de abrandar na educação das nossas crianças

O ritmo frenético da nossa sociedade e da nossa vida cada vez mais é transferido para as nossas crianças. Muitos são os pais que se queixam que as agendas dos seus filhos são mais preenchidas que as suas… Quase todos os finais de dia têm actividades extra-curriculares, os fins-de-semana são preenchidos com mil e uma actividades e festas… E o tempo sem nada na agenda vai ficando para segundo plano. Quando vos falei do livro “Filhos mais felizes”, de Paulo Oom, referi esta realidade: os longos dias de trabalho dos pais afectam a nossa paciência e a relação com os nossos filhos. Se a isso juntarmos uma busca incessante por estarmos sempre a levá-los a actividades… Estamos já a ver o que vai acontecer… Vão estar sobre-estimulados e nem sempre isso significa que o seu desenvolvimento vai acontecer mais rapidamente e de forma mais bem-sucedida.

O livro “Educar na curiosidade” está organizado em duas grandes partes: o que é a curiosidade e como se educa na curiosidade. Catherine L’Ecuyer fala-nos de diferentes aspectos do desenvolvimento e da vida da criança, desde as suas rotinas em casa e na escola, a nossa postura enquanto pais e a necessidade de respeitarmos o ritmo da criança, a sua curiosidade pelo mundo que a rodeia e de substituirmos os écrans de tablets e telemóveis por mais actividades ao ar livre. Fala-nos também do uso de alguns produtos didácticos e a forma como nem sempre eles são a melhor opção para os mais pequenos, defendendo a promoção da brincadeira livre e sem estruturação quando as crianças estão em casa.

 

“Educar na curiosidade”: A minha visão sobre o livro

Depois de já ter lido vários livros de parentalidade e também das leituras que vou fazendo online de partilhas com outras mães, vejo que este livro me conseguiu falar ao coração. A linguagem é simples, directa e baseada em evidências de diversos estudos científicos na área da educação e da pedagogia. Lermos livros com boa fundamentação científica ajuda sempre à estruturação das nossas ideias. Pelo menos, eu prefiro livros deste tipo e não apenas opiniões dos autores. Claro que a opinião deles é sempre importante mas uma estrutura científica por detrás ajuda bastante. Gostei bastante desta leitura e vai ao encontro do que defendo: em casa, temos de apostar em brincadeira livre. Claro que estou a falar do meu caso em particular. Como o meu filhote está na escola, lá tem actividades estruturadas e assim, em casa, conseguimos seguir mais “ao sabor da maré”. Claro que se estivesse em casa comigo, optaria por apostar em actividades estruturadas e ir promovendo o seu desenvolvimento em diferentes áreas (se quiserem inspiração para actividades em casa, espreitem o blog No colo da mãe, por exemplo).

Termos um livro que nos desperta para a necessidade de exigirmos  menos dos nossos filhos e de não estarmos à espera de ter um Einstein em casa é muito importante. Numa sociedade em que nos incutem permanentemente a necessidade de sucesso, colocarmos esse peso sobre os ombros dos nossos filhos, desde que entram no infantário, pode ser demasiado… Temos de competir menos entre nós, pais, e olharmos mais para o que os nossos filhos gostam, o seu ritmo e os interesses que eles nos vão demonstrando. Basta estarmos atentos… Nós precisamos de abrandar para podermos ver o que os nossos filhos nos pedem todos os dias: menos estímulo e mais colo!

 

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