Pensamentos

Natal: aquelas horas que passam a correr!

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Imagem de Kaboompics

Nem quero acreditar que o Natal já passou… Mas como é que é possível?! Parece que ainda ontem estava a começar a preparar tudo, fazer listas de presentes e agora já não há rabanadas nem filhoses na mesa (vá… apenas em caixas na cozinha que ainda sobraram algumas coisas…). O tempo passa demasiado a correr e a vontade de que não falhe nada parece que nos impede de aproveitar verdadeiramente o momento. É verdade que já não entro em correrias de última hora como em outros tempos… Ser mãe e ter de encaixar todos os afazeres na agenda ensinou-me a dizer não. Ensinou-me que é importante recusar aquilo que não nos faz sentido. Ensinou-me também que devemos aprender a delegar e a pedir mais a ajuda dos outros, se sentimos que é necessária.

Mas não deixo de ficar com aquele sentimento que o Natal é como os casamentos: levamos imenso tempo a preparar tudo e depois passa a correr. É tratar da parte da paparoca. É ter os presentes todos comprados a tempo! (neste campo aprendi que comprar online e ir aproveitando promoções ao longo de tempo pode fazer maravilhas pela nossa sanidade mental!) É encontrar a indumentária certa para todos os elementos da família. Enfim… Sabem o que sinto no meio disto tudo? Andamos a exigir demasiado de nós próprios e de quem nos rodeia. E isso apenas nos faz desviar a atenção do que é realmente importante.

 

Natal: mais do que frases feitas…

Sim… É verdade que é mais um daqueles clichés da sociedade dos dias de hoje. Andamos sempre a correr e nem sempre focados no que importa mesmo para nós. Exigem demasiado de nós. Colocam-nos a fasquia demasiado elevada e isso reflecte-se na forma como nos relacionamos com os outros. Como conseguimos (ou não) fazer tudo aquilo que desejamos. E, acima de tudo, na forma como arranjamos tempo para cuidar de nós. Começamos a deixar-nos ficar para segundo plano e esquecemo-nos que cuidarmos de nós é conseguirmos cuidar dos outros.

Se existe coisa que este ano me ensinou é que necessito de abrandar… Tenho de deixar de ser esta menina sempre tão frenética e sempre com muitos afazeres na agenda. Tenho de deixar de ter tantos alertas. Tenho de parar mais vezes e sentir o amor à minha volta. Quero que o ano de 2019 cresça assente em empatia e na forma de a transmitir a quem me rodeia. Apesar de, por vezes, a vida nos pregar verdadeiras partidas e termos daqueles sonhos maus que ninguém quer… Devemos ter a capacidade de olhar para o copo meio cheio e seguir em frente porque no horizonte só podem existir boas surpresas à nossa espera.

 

Natal de 2018… Cada vez mais crescido e autónomo!

O Natal de 2018 é o terceiro do meu filhote fora da minha barriga. Em 2016, era um pequeno bebé com pouco mais de sete meses e ainda pouco atento a este quadra. Em 2017, já houve lugar à descoberta da árvore de Natal mas ainda sem dar grande atenção aos presentes. Mas este ano… Posso dizer-vos que este foi mesmo o ano da descoberta do Natal para o meu filhote. Do alto dos seus dois anos e meio e sempre muito despachado, foi vê-lo a adorar tudo o que está relacionado com esta quadra. Foi vê-lo a adorar o passeio à Wonderland Lisboa, com direito a muitos passeios nos carrosséis! Foi vê-lo adorar as decorações de Natal que colocámos em casa e dançar ao som das tradicionais músicas de Natal. Foi vê-lo, muito crescido vestido com o seu pijama de duende, sentado na mesa da Consoada como se fosse um miúdo mais velho. E foi ver depois a loucura da abertura das prendas e o seu brilho nos olhos por ter recebido um “codilo” (aka dinossauro) e um Marshall (pronto… tive de me render à Patrulha Pata…).

Ver a alegria do meu filho, o sorriso no seu rosto e o brilho no olhar mostra-me o quanto é importante termos momentos em família. Não estou a falar de loucura de prendas de encher a sala com brinquedos… Nada a ver… Faz-me ver, nos seus pequenos gestos de ainda bebé, que gosta dos afectos e do toque. Que sente as nossas alegrias e as nossas tristezas. E que, acima de tudo, todos os sonhos do mundo são dele! Sou uma lamechas, é verdade… Mas ver o quanto o meu filho se tem vindo a desenvolver nos últimos tempo e o sentir o tempo a fugir… Mostra-me que há que viver mais devagar para não se perder pitada destes momentos deliciosos… Porque existem coisas que, se estivermos presos ao telemóvel, perdemos para sempre!

 

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