Parentalidade

Birras: as malvadas que nos dão rugas!

Mães e pais do planeta Terra e arredores… Quem nunca desesperou com birras dos vossos filhos? Quem nunca achou que as birras nunca mais acabam? Por aqui, com o aproximar dos dois anos, o baby boy também começou a fazer das suas… Testar os limites, ver até onde a corda pode chegar ou quem cede mais facilmente. Chegada a hora do jantar, do alto dos seus dois anos, decide que não come a sopa ou não quer o segundo prato…

Quem, desse lado, se está a rever nesta descrição?  A bem da verdade, não me posso assim queixar muito do meu filhote… Neste aspecto das birras, ele até não é de exagerar… Quer dizer, não é que eu tenha um termo de comparação pois apenas tenho um filho… Mas pensando no que muitos amigos me descrevem, acho que esta adolescência dos dois anos até está a passar de forma tranquila. Apesar disso, não significa que as dúvidas não me surjam. Tenho dias em que penso no que estarei a fazer mal para o meu filho reagir assim… Ser mãe de primeira viagem é tramado! Como disse, não temos termo de comparação, é tudo novo e tudo nos coloca à prova…

Mas quando as dúvidas surgem, porque não falar com que nos pode dar uma visão diferente da situação? Hoje temos novo artigo da rubrica “Psicologia para o meu filho”. Para quem só chegou agora, esta rubrica é uma contribuição da Completamente – Saúde & Educação (esta é a página do Facebook e este é o site). O primeiro artigo desta rubrica foi sobre a relação entre pais e filhos (podem ler todo o artigo neste post). Espero que gostem e que vos ajude a esclarecer algumas dúvidas sobre as birras, da autoria de Patrícia Rebelo, Psicóloga Clínica.

Psicologia para o meu filho: Birras

completamente-saude-e-educacao“O meu filho tem 3 anos e atira-se ao chão quando lhe digo não”. Quem tem filhos pequenos sabe o que é ver e ouvir uma boa birra, mas qual a razão das birras incontroláveis? Entre os 2 e os 5 anos, a zona cortical, superficial, do cérebro já está bem desenvolvida, permitindo à criança falar e compreender a sua linguagem, logo, os seus discursos, mas ao mesmo tempo, a zona profunda, chamada límbica, que permite controlar os humores, é ainda imatura. Assim, a criança explode à menor contrariedade, tendo dificuldades em lidar com a frustração. O stress dos pais só a fazem exasperar um pouco mais e desesperar, por não conhecer a solução.

Os comportamentos mais explosivos vão diminuindo conforme a idade, e a atitude da criança face às contrariedades vai-se tornando mais adequada. Seguem algumas estratégias para lidar com birras:

  • Identificar o que causou a birra;
  • Manter a calma e respirar fundo;
  • Não gritar nem bater na criança – Violência gera mais violência;
  • Avaliar a nossa própria postura – Vale a pena ceder ou não;
  • Distrair a criança – Dirigir para outro assunto;
  • Ignorar durante uns momentos (no entanto, a criança não deve sentir-se desamparada);
  • Verbalizar pela criança os sentimentos e emoções – Ex. “Deves estar mesmo irritado…”
  • Mostrar disponibilidade, mas também firmeza – “Gosto muito de ti mas não gosto de te ver a gritar e a chorar dessa forma”.

Contactos da Completamente – Saúde & Educação

Consultório de Psicologia, Terapia da Fala, Psicomotricidade e Orientação Vocacional

Morada: Praça José Afonso, número 5, 2810 Almada

Telefone: 933 389 221

Página: www.completamente.pt

Facebook: @completamente – saúde & educação

 

 

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