Bem-estar e beleza

Cuidar de nós é cuidar deles!

Há já algum tempo que ando para escrever este post… Acho que passar a quem me lê algumas dicas e partilhar aquilo que funcionou comigo na gravidez é o verdadeiro motivo da existência deste blog e o motivo pelo qual gosto de escrever por aqui e partilhar boas descobertas convosco no Facebook, no Pinterest ou no Instagram da Happy Mom descomplicada. Se existe coisa que sinto que as mulheres deveriam fazer mais era partilharem sem crítica, sem meias palavras ou sem sentimento de superioridade. A aventura da maternidade e da parentalidade merece ser vivida sem palavras que doem e marcam nos momentos em que nos sentimos mais frágeis. E por isso gosto de escrever desta forma, quase como se estivéssemos numa roda de conversa, em que todas as palavras são possíveis sem recriminações.
E hoje escrevo-vos sobre opções saudáveis, antes, durante e depois da gravidez e sobre uma condição que afecta muitas grávidas e que vivi de perto na minha gravidez: a diabetes gestacional. Antes de continuar a escrever, quero dizer-vos que não sou profissional de saúde e não pretendo tão pouco escrever um post técnico. Quero apenas partilhar convosco um pouco do processo por que passei pois acho que vos pode ser útil e ajudar a diminuir um pouco a ansiedade… Já tinha escrito por aqui sobre este assunto, quando partilhei convosco como as picadas diárias para medição da glicémia passaram a fazer parte da minha rotina ainda durante o primeiro trimestre de gravidez.
As recomendações médicas mais recentes, na área da Endocrinologia, indicam que um valor de glicémia em jejum igual ou superior a 92 é indicativo de uma possível diabetes gestacional. Tive esse valor nas análises clínicas que fiz no primeiro trimestre e fui logo encaminhada para Endocrinologia para acompanhamento da situação. Para quem não sabe, habitualmente apenas é diagnosticada a diabetes gestacional no segundo trimestre de gravidez, através da Prova de Tolerância Oral à Glicose (PTOG) – a famosa análise do frasco com o líquido extremamente doce e que tanto custa fazer a tantas grávidas. Eu não cheguei a fazer essa análise pois, ao ser encaminhada para a Endocrinologia, e iniciar a monitorização da glicémia por picadas diárias em jejum e após as refeições, verificou-se que os valores eram de facto acima do desejado e já não se justifica realizar esse exame. Acabei por ter de o fazer no pós-parto, no período do puerpério (até seis semanas após o parto), para reclassificação: ou seja, verificar se teria ficado com diabetes ou não o que, felizmente, não se veio a confirmar. O alerta que ficou é ter de redobrar os cuidados com a alimentação e, numa próxima gravidez, iniciar desde cedo o acompanhamento em Endocrinologia just in case
O principal conselho que vos deixo é que tenham uma equipa de profissionais de saúde a acompanhar-vos: Ginecologista/obstetra, Endocrinologista e Nutricionista. Para quem não for tão regrado, uma alimentação cuidada e a escolha certa dos alimentos a ingerir e quando é meio caminho andado para ter a diabetes gestacional controlada e não ser necessária a toma de medicação. Depois, não esquecer a prática de exercício físico mesmo durante a gravidez. E não estamos aqui a falar que têm de ser como a Carolina Patrocínio… Nada a ver… Estou a falar mesmo de simples caminhadas todos os dias, principalmente após as refeições principais do almoço e do jantar, para ajudar na metabolização dos açúcares presentes nos alimentos. Estes cuidados resultaram comigo, ajudaram a manter a diabetes gestacional dentro de parâmetros aceitáveis e a não ter de tomar insulina durante a gravidez. Se tive receios em muitos momentos? Tive… Mas fiz por acreditar nos profissionais de saúde que me acompanhavam e fazer-lhes todas as perguntas, mesmo aquelas que pudessem parecer mais parvas ou descabidas. Bem sei que o Dr. Google é um espectáculo e sabe tudo de tudo. Mas nem sempre é o melhor conselheiro quando possamos estar mais ansiosas com a nossa saúde e daqueles que nos são mais queridos…
Deixo-vos também a sugestão de um livro que vos pode ajudar nas fases de pré-concepção, gravidez, pós-parto e nuns primeiros anos de vida dos vossos filhotes. Chama-se “Faço tudo por ti” e é da Mónica Pitta Gros Dias, uma nutricionista (editora Verso de Kapa). É um livro que me parece bastante completo e de leitura descomplicada, como se quer, e com exemplos práticos de planos de refeições que podem ser facilmente seguidos em nossas casas. Fica a sugestão, no meu mote #umlivropordiaem2018. Como sugestão, deixo-vos que abordem este livro junto de quem vos acompanha nesta fase tão importante das vossas vidas para que as vossas opções alimentares sejam validadas pelo profissional de saúde que vos acompanha. E como diz a Filipa Gomes: comam bem e seja felizes!

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