Dia-a-dia

A arte de descomplicar na hora da alimentação

Qual é a mãe que, a partir do momento que descobre que está grávida ou desde que nasce o filho, não passa olhar a alimentação de uma forma completamente diferente? Parece que, de um momento para o outro, ganhamos um doutoramento e pós-doutoramento na arte de ler os hieróglifos que muitas vezes parecem as tabelas nutricionais e as listas de ingredientes dos alimentos. Ir ao supermercado passam a ser uma tarefa de exploração de teor em proteínas, hidratos de carbono e gorduras saturadas e passamos a conhecer o verdadeiro significado de termos pomposos como a famosa (e não muito amada!) maltodextrina.
E pronto, mea culpa, claro que eu também não escapei a esta intensa pesquisa de rótulos em todas as idas ao supermercado! A bem da verdade, isto não foi propriamente novidade para mim porque já há muito tempo o fazia… O que apenas se tornou diferente foi descobrir os elevados teores em açúcares adicionados que a maior parte dos alimentos para as crianças possuem. É assustador a quantidade de pacotes de açúcar que estes alimentos têm, tantas e tantas vezes superiores às doses diárias recomendadas para a faixa etária dos mais pequenos.
Parece que isto tem muito pouco de descomplicado, não é? A minha preocupação passou, desde cedo, por tentar encontrar alternativas de receitas em versão homemade e opções de compra que pudessem ser mais saudáveis para o meu bebé. Felizmente, existem cada vez mais locais onde podemos encontrar receitas para fazer para os mais pequenos, desde papas caseiras a receitas para utilizar em Baby Led Weaning (um dia destes escrevo um pouco sobre isto). Online, temos todo o mundo de blogs (e correspondentes páginas no Facebook) que nos dão algumas pistas como o Papinhas da Xica, Healthy Bites, Na Cadeira da Papa ou A Pitada do Pai, apenas para referir alguns dos mais conhecidos. Depois, temos também a possibilidade de comprar livros de receitas. Lá por casa habitam o “Mãe, quero mais!” da Leonor Cício (a autora do blog Na Cadeira da Papa), o “Comer bem, crescer saudável” da Joana Appleton Figueira e Joana Moura e o “1,2,3 Uma colher de cada vez” de Maria Antónia Peças e João Breda. Por isso, ideias não nos faltam!
Quando chegou a altura de introduzir a alimentação complementar no meu filhote, optei pelas papinhas caseiras seguindo as dicas dos links e dos livros que vos indiquei em cima. A preocupação passou por tentar encontrar diferentes sabores e sem açúcares adicionados. As papinhas preferidas do baby boy foram sempre as que levavam alfarroba e milho misturadas com frutas. Mas como nem sempre conseguimos fazer estas papinhas, uma opção de compra poderá ser a marca Holle, sobre a qual já partilhei na página do Facebook e que podem encontrar à venda nas lojas Celeiro, por exemplo. 
Algumas das papinhas da Holle que já experimentámos cá por casa

É claro que as versões homemade acabam sempre por ser a melhor opção mas não custa nada tentar procurar opções de compra que fujam às habituais papas das marcas mais tradicionais. E não pensem que é tarefa complicada porque não é! Depois de fazerem as primeiras pesquisas de marcas e das opções disponíveis no mercado (bem como escolherem as vossas receitas preferidas), rapidamente tudo fica mais descomplicado e tonar-se mais fácil a ida ao supermercado. Se existe uma receita infalível para isto? Não tenho nenhuma… Mas o que tenho a certeza é que são minutos que são bem gastos a bem da alimentação e da nutrição dos nossos filhotes. E para a nossa também!
E quais são as vossas receitas e marcas preferidas de alimentos para os mais pequenos?

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